2.3.09

The Fame (2008)


Chegamos então para começar 2009 aqui no Mercado! E porque queremos que ele seja um ano leve, com ótimo humor e bem animado, vamos recebê-lo ao som da mais nova diva da música pop: Lady Gaga.

“Abastecido de faixas muito dançantes e batidas eletrônicas rápidas, The Fame, o primeiro álbum de Lady GaGa é uma mostra de anti-pop feroz bem feito e em alta qualidade.
Já famosa como DJ de seu próprio jeito, Lady GaGa (e não Stefani Germanotta) arranca fora todas as pausas no The Fame injetando sintentizadores como batidas fortes e juntando uma sequência de notas com harmonia."
(Fonte:Ladygagafan)

Foram feitas três versões do álbum The Fame. O que trazemos aqui é a primeira versão, lançada no Canadá, alguns países da Europa e Austrália (Fonte: Wikipédia)

Faixas:
1. "Just Dance (featuring Colby O'Donis)"
2. "LoveGame"
3. "Paparazzi"
4. "Beautiful, Dirty, Rich"
5. "Eh, Eh (Nothing Else I Can Say)"
6. "Poker Face"
7. "The Fame"
8. "Money Honey"
9. "Again Again"
10. "Boys Boys Boys"
11. "Brown Eyes"
12. "Summerboy"

Faça o download, bote pra tocar e começe a dançar(COM LINK NOVO!)

17.10.08

Comme si de rien n'était

Foi depois de abandonar as passarelas que Carla Bruni, italiana radicada na França, mais se viu nas bocas do mundo: primeiro, ao mostrar uma insuspeita veia lírica e musical com o primeiro álbum, o muito bem sucedido Quelqu'un m'a dit; mais tarde ao desposar o presidente francês Nicolas Sarkozy e trocar o estatuto de mulher livre e desimpedida, adepta da bigamia, pelo de primeira-dama francesa, e admiradora de Jacqueline Kennedy.

Comme si de rien n'était já é seu terceiro álbum, e não há razão para continuarmos a duvidar: Carla Bruni canta não porque precise de formas adicionais de chamar a atenção para si, mas porque a música — invariavelmente serena, diríamos mesmo imperturbável — lhe vai na alma. O título, em português "Como se nada fosse", é um espelho dessa postura descontraída, quase glacial, que só mesmo as letras (com alusões às drogas em "Tu es ma came" ou aos antigos 30 amantes da cantora em "Je suis une enfant") poderiam quebrar. Mas não quebram.

De regresso à língua francesa, depois da pouco celebrada incursão pelo inglês no anterior No promises, Carla Bruni aposta forte no folk, no bluegrass e no vaudeville, escolhendo para cada música as mais frugais das vestimentas: piano na airosa "Ma jeunesse" e na atmosférica "La possibilite d'une île"; flautas estivais na viciante "Ta tienne"; guitarra acústica em "L'amoureuse", perfeita cançoneta de verão, ou na falsa canção de ninar "Salut marin" (uma dedicatória, em tom de despedida, ao irmão Virginio, falecido em 2006 vítima da Aids).

Mais evidente na controversa "Tu es ma came", mas palpável em todo o álbum, é uma certa abordagem blues, como se Carla Bruni não pretendesse desistir, para já, da música americana a que deu a mão no segundo álbum (a única música em inglês é, desta vez, uma versão despida de "You belong to me", gravada por gente como Bob Dylan ou Patsy Cline).

Cálida e correta, a voz de Carla Bruni transporta o disco por águas seguras. Música bon chic, bon genre, sim, mas com alma lá dentro. A primeira-dama francesa serve, em bandeja de prata, canções folk para a coleção outono-inverno. Très chic!

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22.9.08

Cachaça dá Samba! (2006)

O que a cachaça e o samba têm em comum? Além de serem duas coisas genuinamente brasileiras, ouvir um bom samba ou beber uma boa cachaça pode ser igualmente inspirador.

Quem sacou isso foi a dupla Alfredo del-Penho e Pedro Paulo Malta, que em conjunto com a Cachaçaria Mangue Seco desenvolveram um espetáculo homônimo ao disco Cachaça dá Samba! O repertório do show e do disco são frutos da pesquisa de Alfredo del-Penho, Henrique Cazes, Luís Filipe de Lima, Cristina Buarque e Paulo César Andrade.

As músicas são cantadas quase todas em dupla, com exceção de duas músicas de Noel Rosa, que, aliás, é o compositor mais prestigiado do disco com quatro músicas de sua autoria ("Por esta vez passa", "Maria Fumaça", "Prá Esquecer" e "É Bom Parar", esta em parceria com Rubens Soares). Alfredo dá o tom sozinho na "Pra Esquecer" e Malta fica com a música "Maria Fumaça".

O disco ainda conta com clássicos como a famosa marcha "Cachaça" (aquela que diz: Se você pensa que cachaça é água / Cachaça não é água não...) e a "Moda da Pinga", música que ficou consagrada na voz de Inezita Barroso.

Faixas: 1. Ai, cachaça! (Manezinho Araújo, Fernando Lobo); Bebida, mulher e orgia (Aniz Murad, Luiz Pimentel, Manoel Rabaça) - 2. Quem não sabe beber (Elino Julião, Severino Ramos) - 3. A verdade é pura (Moacyr Luz) - 4. O pingo e a pinga (Antônio Almeida, Pedro Caetano) - 5. Malvada Pinga (Moda da Pinga) (Laureano) - 6. Delírio alcoólico (E. Briu) - 7. Por esta vez passa (Noel Rosa) - 8. Maria Fumaça (Noel Rosa) - 9. Prá Esquecer (Noel Rosa) - 10. É Bom Parar (Noel Rosa, Rubens Soares); Quem mandou você beber (Bide); Não deixarei de beber (Sebastião Gomes, Jorge Gonçalves, Irineu Silva) - 11. Moenda Velha (Zeca Pagodinho, Wilson Moreira) - 12. Baranga das Dez, broto das Duas (Jota Canalha) - 13. O que me dão pra beber (Candeia); Beberrão (Aniceto do Império, Molequinho); 14. Deixa-me beber (J. G. de Carvalho); Cachaça (Héber Lobato, Lúcio Girão, Marinósio Filho, Mirabeau Pinheiro).

Texto copiadíssimo do blog Vermute com Amendoim.

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11.9.08

El Disco de tu Corazón (2007)

Miranda! é uma banda argentina, definida por eles mesmos como "electropop melodramático", lançada em 2001. Ao mesmo tempo em que o número de shows e fãs da banda crescia, também aumentava o número de matérias e reportagens que os marcavam como a promessa do novo som do pop argentino. O nome Miranda! é uma homenagem ao ator argentino Osvaldo Miranda, protagonista de vários filmes, como, por exemplo, Los muchachos de antes no usaban gomina, de 1969.

El disco de tu corazón é o quarto álbum da banda, lançado em 2007. "Prisionero", o primeiro single do disco, atingiu o topo da parada Argentina. Já o segundo single, "Perfecta", com participação da cantora mexicana Julieta Venegas, teve repercussão mundial, sendo tocado em diversos países de língua latina. Além disso, as faixas "Enamorada" e "Hola" foram músicas-tema da novela Lalola, exibida aqui no Brasil pelo SBT.

Faixas: 1. Prisionero - 2. Hola - 3. Perfecta (con Julieta Venegas) - 4. Enamorada - 5. Nada Es Igual - 6. Déjame - 7. Amanece Junto A Mí - 8. Hasta Hoy - 9. Vete De Aquí (con Fangoria) - 10. No Me Celes - 11. Te Atreviste Y Me Morí - 12. Voces

Site oficial : My Space

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31.8.08

Geraldas e Avencas

Trilha composta por Zeca Baleiro especialmente para o espetáculo do Grupo de Dança Primeiro Ato, de Belo Horizonte. Questionando a ditadura da beleza e os padrões estéticos que submetem homens e mulheres, o espetáculo desperta uma reflexão em torno do tema. Na trilha, Baleiro vai do samba à ciranda, passando pelo axé e xote entre instrumentais e interpretações do próprio autor.

Faixas: 1. Desfile 2. Fotos/Quedas 3. Dez passos 4. Por um fio 5. Sai 6. Quem não samba chora 7. Linha do tempo 8. Ilhas 9. Turbinada 10. Artifícios 11. Anjo 12. Memória 13. Xote do edifício 14. Flor no quintal

*O CD está à venda na porta do espetáculo por R$5,00. Mas como muita gente provavelmente não vai poder ver, taí o link:

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16.4.08

Hard candy [2008]


"Hard Candy" vem como sucessor de "Confessions on a Dance Floor", que estreou em primeiro lugar nas paradas de 30 países e vendeu mais de 8 milhões de cópias.
No novo disco, Madonna continua focada no clima club, acrescentando uma batida hip hop em parcerias com artistas como Timbaland, Justin Timberlake, Pharrell Williams (do Neptunes) e Nate "Danja" Hills.
"Hard Candy", 11° disco de sua carreira, é o último que Madonna irá lançar pela Warner Bros. Records. Os próximos álbuns da cantora serão produzidos através da Live Nation, gravadora com a qual Madonna fechou um contrato de cerca de US$ 120 milhões pelos próximos dez anos.
(Fonte)

Faixas:
1. Candy Store
2. 4 Minutes
3. Give It 2 Me
4. Heartbeat
5. Miles Away
6. She's Not Me
7. Incredible
8. Beat Goes On
9. Dance Tonight
10. Spanish Lesson
11. Devil
12. Voices

ATENÇÃO!
NOVO LINK PARA DOWNLOAD (via sendspace)

30.3.08

wandula [2002]


a banda curitibana wandula é formada por artistas de diferentes formações e experiências. edith de camargo, suíça radicada no brasil, é a vocalista e acordeonista do grupo, e tem influências de cantoras como barbara, edith piaf e do lied alemão, trazendo o ambiente dos shows de cabaret para os palcos. marcelo torrone, pianista e tecladista, agrega elementos da música popular brasileira à sua formação erudita, mesclando principalmente o chorinho à música impressionista e minimal, com influências de erik satie, ernesto nazareth e michael nyman. atualmente, compõem o grupo também o violonista claudio pimentel, o guitarrista rafael martins, o percussionista j. c. branco, o violoncelista clássico raphael buratto, o harpista felipe ayres e o baixista denis nunes.

uma estrutura musical elaborada e cuidados especiais nos arranjos, timbres e texturas sonoras resultam em uma música sofisticada, porém, extremamente acessível. músicas cantadas por edith de camargo, que compõe em francês, alemão, inglês e português, dividem espaço com belas execuções instrumentais. a inovação da linguagem se dá nas inusitadas misturas de ritmos e instrumentos, e na sintonia proposta pelo grupo nos shows, que conduzem o público por momentos festivos, poéticos e cinematográficos. um gênero de música atemporal que ainda aguarda classificação, que evoca imagens para filmes imaginários, que soa fresco para os ouvidos vanguardistas e ao mesmo tempo é acessível a ouvidos populares.

considerado pela crítica e pelo público como um dos expoentes da música contemporânea independente do sul do brasil, o grupo lançou seu primeiro cd, também entitulado wandula, em março de 2002, com o qual ganhou, no ano seguinte, o prêmio saul trumpet, na categoria revelação. e é esse trabalho que o mercado de pulgas tem agora o prazer de apresentar!

(com informações do site oficial da banda)

wandula [2002]
01) paisagem progressiva #1
02) love tears
03) tenho os olhos abertos no escuro
04) wymborska
05) rocambolesco
06. sobre a mesa um fim de século
07) l'homme aux tâches de rousseur
08) a queda de suzanne
09) moedas de açúcar
10) som novo
11) noturna
12) ...
13) noturno
14) la maison de l'araignée de la mea

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23.3.08

juno - original soundtrack [2007]


"A trilha sonora de Juno, assim como o filme é por demais cativante. O tom de meiguice, por vezes cambaleando numa corda bamba, permeia todo o disco. Sua repercussão na memória também é grande como o longa, cheio de signos que criam links entre a memória afetiva do espectador e a trajetória da protagonista.

E aqui está o mérito desta trilha sonora: mais do que um álbum com músicas inspiradas no filme, o disco é o próprio filme. A primeira faixa é a abertura do filme, "All I Want Is You", de Barry Louis Polisar e é impossível não desenhar na mente a cena de Juno andando com sua garrafa de suco de laranja até a farmácia para comprar mais um teste de gravidez. Apesar da experiência ser mais interessante, quem nunca viu o filme também tem chances de gostar deste disco. O seu tracklist tem de figurões do cancioneiro americano a temas bregas, passando por ícones indies dos anos 1990.

Preenchendo boa parte das faixas, temos Kymia Dawson, cantora folk americana, antiga metade do Moldy Peaches. Como um cimento, sua presença cria a atmosfera necessária para transportar o ouvinte para o mundo do norte-americano médio. Cheio de palmas, assovios e violão, Dawnson é afiada e meiga como Juno. Suas letras tem malícia e ingenuidade no tom certo para casar com a personagem de Ellen Page. Além desse casamento feliz, Belle and Sebastian e Cat Power compõem o repertório.

Os solavancos desta uniformidade folk fazem referências a momentos cômicos e curiosos do filme. "Superstar", música dos Carpenters cantada pelo Sonic Youth é trilha da cena mais afetadamente indie, quando Juno discute com Mike Loring sobre a banda. "SY é uma merda. É só barulho". Ela, educada na escola punk 77 e fã de Stooges, apresenta Mott The Hoople ao futuro pai de seu bebê. Está no disco também, "All The Young Dudes". (...) A trilha de Juno é memorável como há muito não se via nesse gênero musical."

resenha copiada da Revista O Grito!, com uma pequena censura para não entregar a cena final do filme... ;-)

juno - original soundtrack [2007]
1) barry louis polisar - all i want is you
2) kimya dawson - my rollercoaster
3) the kinks - a well respected man
4) buddy holly - dearest
5) mateo messina - up the sprout
6) kimya dawson - tire swing
7) belle & sebastian - piazza, new york catcher
8) kimya dawson - loose lips
9) sonic youth - superstar
10) kimya dawson - sleep
11) belle & sebastian - expectations
12) mott the hoople - all the young dudes
13) kimya dawson - so nice so smart
14) cat power - sea of love
15) kimya dawson & antsy pants - tree hugger
16) the velvet underground - i'm sticking with you
17) the moldy peaches - anyone else but you
18) antsy pants - vampire
19) michael cera & ellen page - anyone else but you

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22.3.08

Nada Será Como Antes, 2005

(post original de junho/06)

Shirle de Moraes é gaúcha. Como Elis Regina. Projetada em escala nacional na edição 2005 do programa Fama, do qual conseguiu ser uma das finalistas, a cantora acabou contratada pela Sony & BMG e estréia em disco, aos 27 anos, com repertório ousado. Nada menos do que oito das 12 músicas de Nada Será Como Antes foram extraídas do cancioneiro gravado por Elis nos anos 70 e 80. Shirle persegue não somente o repertório, mas também o estilo da Pimentinha. E o produtor Guto Graça Mello - talvez instruído pela diretoria da gravadora - ainda realça essa perseguição. O arranjo da faixa-título, por exemplo, parece xerox do registro de Elis.

Ainda que esteja muito na cola de sua saudosa colega conterrânea em faixas como Vecchio Novo e O Rancho da Goiabada (dois inspirados 'lados b' da discografia de Elis), Shirle de Moraes mostra - por isso mesmo - que é boa cantora. Tem voz segura, afinada e de razoável extensão. Além de um swing que a faz subir e descer com desenvoltura os contornos da Ladeira da Preguiça (Gilberto Gil) - somente para citar uma das melhores interpretações do disco. Nem parece uma principiante. Depois de Roberta Sá, Shirle é a participante do Fama que apresenta o melhor disco, com grandes chances de permanecer no mercado fonográfico.

O disco é bacana, mas seria ainda melhor se o produtor tivesse podado os excessos vocais da cantora em Boneca de Cera, rock-balada do repertório do Ira! - faixa pop que entra em sintonia com as duas inéditas fornecidas por Vanessa da Mata. Sem Saída e Acode confirmam a inspiração da compositora matogrossense - hábil na construção de melodia, ritmo e versos que parecem feitos uns para os outros. No meio de inéditas de Vanessa e de sucessos de Elis como Aprendendo a Jogar, ainda há espaço para delicada toada Por Causa de uma Paixão, parceria inédita de Alexandre Leão e Manuca Almeida. A faixa mostra que, se tivesse tido a paciência de garimpar repertório próprio, Shirle de Moraes poderia ter feito disco estupendo. Mas Nada Será como Antes é promissor começo e vale a pena ser ouvido.

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(atendendo a pedidos, links atualizados em 22/03/2008)

17.3.08

o partido alto de aniceto e campolino, 1977

(post original de abril/06)

aniceto de menezes e silva junior, carioca do estácio, nasceu em 1912 e aos 16 anos já era freqüentador assíduo dos eventos de samba, jongo e partido alto, e amigo de grandes nomes do samba. em 1947, foi um dos fundadores da escola de samba império serrano, o que lhe valeu a alcunha de aniceto do império e o cargo de orador oficial da escola. apesar disso, aniceto não era chegado em compor sambas-enredo, e destacou-se no mundo do samba pelo seu talento extraordinário como partideiro. considerado um dos últimos mestres do partido-alto de raiz, chegou a ter catalogadas mais de 600 composições, mas poucas foram gravadas. morreu em 1993, e foi reverenciado até o fim pelos mais jovens.

nilton da silva nasceu em 1926 no rio de janeiro, e, 21 anos depois, filiou-se à escola de samba império serrano, que tinha poucos meses de existência. conhecido como nilton campolino, o compositor, partideiro, jongueiro e curimbeiro integrou também o g.r.a.n.e.s quilombo, fundado por candeia em 1975. ao contrário de aniceto, teve diversos sambas gravados por grandes intérpretes, como zeca pagodinho e xangô da mangueira. falecido em 2001, foi o único integrante da atual velha guarda da império serrano que integrou a velha guarda original da escola.

em 1977, aniceto de menezes e silva junior e nilton da silva gravaram juntos, pelo museu da imagem e do som, a preciosidade o partido alto de aniceto e campolino, que o mercado tem a honra de oferecer a quem clicar em um dos links abaixo. :)

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(atendendo a pedidos, links atualizados em 17/03/2008)

o partido alto de aniceto e campolino
01. segredo de tia romana
02. quem tem, tem
03. um bocadinho só
04. mocinho cantador
05. na volta da novela
06. zé ciumento
07. raízes da áfrica
08. indesejável mulher
09. atroz cativeiro
10. maria sara
11. joão do rosário
12. vacilação não dá pé

16.3.08

Ganha-se pouco, mas é divertido (2000)

(post original de junho/06)

Wilson Batista não passou glorificado para a história, como seus contemporâneos Noel Rosa e Geraldo Pereira. Talvez, pelo próprio temperamento atribulado, Batista tenha ofuscado sua obra. Mas seus sambas estão entre o que de melhor já foi criado no gênero. Um pouco de justiça é feita a Wilson com o álbum Ganha-se pouco, mas é divertido. Trata-se de um tributo ao compositor fluminense, nascido em 1913, em Campos dos Goytacazes, e morto em 1968, na pobreza. Coube a Cristina Buarque regravar com propriedade a obra de Batista com produção de Hermínio Bello de Carvalho, arranjos de Maurício Carrilho e o auxílio luxuoso dos vocais de Chico Buarque, Paulinho da Viola e Roberto Silva.

O disco é uma delícia. Produtor e arranjador não caíram na tentação de "modernizar" a obra de Batista. Há um clima que remete aos anos 40 (apogeu do compositor nas paradas) sem que o disco soe velho ou datado. Ao contrário: há um frescor inexistente nos atuais discos de apresentar jóias que tinham ficado perdidas na memória. Com sua voz miúda (mas bem modulada como nunca), Cristina dá uma aula de musicalidade em sambas como Eu não sou daqui (Eu sou de Niterói), Ganha-se pouco, mas é divertido e Sambei 24 horas, gravados por Aracy de Almeida no começo dos anos 40. Já o samba ... E o 56 não veio - que fala dos bondes, tema muito explorado pelos compositores da época - é cantado em dueto por Paulinho da Viola e Roberto Silva. O samba fez tanto sucesso no carnaval de 1944 que, em 1948, Batista apresentou Lá vem o Ipanema, defendido no disco, logo em seguida, por Cristina.

Dentre as raridades do repertório, vale destacar Deixa de ser convencida, samba inédito em disco. Detalhe: a música, de 1934, é parceria de Wilson com Noel Rosa, com quem travaria briga pública através de sambas (com larga vantagem para Noel, sempre mais elegante nas respostas). Chico Buarque participa do medley que une Lá vem Mangueira, Cabo Laurindo e Comício em Mangueira. E canta O Bonde de São Januário no pot-pourri que fecha o cd (Paulinho da Viola fica com Emília). Enfim, um disco histórico.

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(atendendo a pedidos, links atualizados em 16/03/2008)

1.3.08

headlights - some racing, some stopping (2008)


formado em 2004 por tristan wraight (vocal, guitarra e baixo), erin fein (vocal e teclado) e brett sanderson (bateria), o headlights lançou há duas semanas seu segundo cd.
influenciados por bandas como grandaddy, yo la tengo e death cab for cutie, eles são uma boa surpresa no meio da enxurrada de bandas de indie pop que tem atropelado quem tenta acompanhar os lançamentos.
some racing, some stopping mistura sons delicados como o do xilofone e do pandeiro com batidas pop e um quê dos anos 60, tudo muito bem arranjado. as melodias são lindas e os vocais se encaixam perfeitamente. o único problema é a duração do cd: pouco mais de meia hora.
indicado pra quem gosta de rilo kiley.
música preferida: cherry tulips
download: rapidshare / sendspace

17.2.08

metric - grow up and blow away (1999-2001 / 2007)


a banda é canadense mas surgiu no brooklyn, em nyc, em 1998.

formada por emily haines (vocal), james shaw (guitarra), josh winstead (baixo) e joules scott-key (bateria), já foi anunciada pelo guardian como a banda do ano de 2008.

haines e shaw já gravaram com o broken social scene; a banda tem músicas na trilha de grey´s anatomy e csi miami (disponíveis no myspace da banda) e vai tocar no coachella dia 27 de abril.

o cd grow up and blow away foi gravado entre 1999 e 2001 e, devido a problemas com gravadoras, só foi lançado no ano passado. em suas letras criticam o consumismo e trazem algumas questões existenciais. é o álbum mais leve da banda e algumas vezes lembra o pessoal do hooverphonics, do ivy e do lush.

curiosidade boa: a vocalista, emily haines, tem família no brasil. quem sabe um dia ela não vem com a banda visitar a parentada, né?

música preferida do cd: raw sugar

download: sendspace / rapidshare

site oficial

myspace do metric

last.fm

15.2.08

nada pode parar os autoramas, 2003

(post original de abril/2006)

em 1997, gabriel thomaz (guitarrista e vocalista, ex-little quail & the mad birds), junta-se aos amigos bacalhau (baterista) e simone (baixista) para montar os autoramas, uma banda que mistura a surf music dos anos 60 com a new wave dos anos 80, com pitadas de jovem guarda e a energia do punk rock, resultando num legítimo "rock para dançar". depois de dois cds que projetaram a banda nacional e internacionalmente, rendendo turnês sempre bem recebidas - inclusive uma apresentação no terceiro rock in rio e alguns shows no japão junto com a banda local guitar wolf, em 2003 o trio chega ao seu terceiro e melhor ábum.

lançado pela monstro discos, nada pode parar os autoramas ganhou os prêmios london burning de música independente nas categorias melhor banda e melhor disco de 2003 e rendeu convites para os principais festivais no brasil. mantendo a linha dançante e descontraída, a banda prova que não só continua a todo vapor como vem amadurecendo.





nada pode parar os autoramas
1. você sabe 2. nada a ver 3. megalomania 4. música de amor 5. rei da implicância 6. o bom veneno 7. resta um 8. multiball 9. beleza 10. o inferno são os outros 11. ressaca moral 12. hxcxix 13. caso perdido




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(atendendo a pedidos, links atualizados em 15/02/2008)

6.2.08

programa mpb especial com adoniran barbosa [1972]

(post original de junho/2006)

no dia 6 de agosto de 1912, na pequena valinhos, interior de são paulo, nascia joão rubinato, filho de imigrantes italianos. pouco tempo depois, a família foi tentar a sorte em jundiaí e mais tarde em santo andré. aos dez anos, o menino joão falsificou seus documentos para poder trabalhar e "ganhou" mais dois anos. na adolescência, a capital logo ao lado incendiou sua imaginação. mudou-se para uma pensão e, enquanto trabalhava como caixeiro em lojas de tecidos da rua 25 de março e fazia os bicos que aparecessem, cantava nas ruas, nas festinhas, nos botecos, batucando na caixa de fósforos.

depois de ser muito gongado em programas de calouros, conseguiu cantar até o fim o samba filosofia, de noel rosa, e decidiu que o seu negócio era mesmo o samba. em homenagem a um velho companheiro de boemia, trocou o joão por adoniran e o rubinato por barbosa, imitando o sambista luiz barbosa, o rei do chapéu de palha. surgia aí adoniran barbosa, o mais representativo compositor popular paulista.


adoniran criou um estilo próprio de fazer samba. representou em suas letras e melodias o seu jeito de olhar as classes simples de são paulo, sempre presentes em suas composições cômico-dramáticas. além disso, incorporou o personagem do operário sem consciência de classe, simplório, morador de "maloca" e falante de um linguajar caipira-ítalo-paulistano assumidamente descompromissado com as normas gramaticais - aliás, o artista sempre foi um defensor ferrenho do direito de se expressar da mesma forma que o povo.

outra característica incontestável de sua obra é a presença sempre marcante da geografia da cidade de são paulo. o bexiga, o brás, o morro do piolho, a casa verde, o viaduto santa ifigênia, a estação jaçanã, a vila esperança são apenas alguns dos pontos paulistanos já familiares para aqueles que acompanham a produção de adoniran.

aos 60 anos, adoniran gravou uma entrevista para o programa mpb especial, da tv cultura de são paulo, em que entremeia um delicioso bate papo sobre sua vida e sua obra com interpretações de algumas de suas mais significativas músicas. essa entrevista foi lançada em cd no ano 2000 por iniciativa do produtor e pesquisador paulista j. c. botezelli e financiada pelo sesc de são paulo, como parte da coleção a música brasileira deste século por seus autores e intérpretes. a proposta da série é reproduzir, na íntegra, os programas ensaio e mpb especial, produzidos desde 1969 por fernando faro para as tvs tupi e cultura.

o mercado traz agora o cd que reproduz o programa mpb especial com adoniran barbosa, gravado em 28 de novembro de 1972. faça o download clicando aqui ou aqui. atendendo a pedidos, os links foram atualizados em 06/02/2008.

01) saudosa maloca (adoniran barbosa)
02) filosofia (noel rosa)
03) malvina (adoniran barbosa)
04) joga a chave (oswaldo frança e adoniran barbosa)
05) por onde andará maria (raguinho e adoniran barbosa)
06) mãe eu juro (peteleco e marques filho)
07) samba do ernesto (alocin e adoniran barbosa)
08) conselho de mulher (oswaldo moles, joão d. santos e adoniran barbosa)
09) as mariposas (adoniran barbosa)
10) um samba no bexiga (adoniran barbosa)
11) abrigo de vagabundos (adoniran barbosa)
12) prova de carinho (hervé cordovil e adoniran barbosa)
13) vila esperança (marcos césar e adoniran barbosa)
14) despejo na favela (adoniran barbosa)
15) acende o candieiro (adoniran barbosa)
16) zum, zum, zum (adoniran barbosa)
17) senta, senta (pinguim, cachimbinho e adoniran barbosa)
18) trem das onze (adoniran barbosa)

30.1.08

zuco 103 - tales of a high fever [2002]

se tem uma coisa difícil é definir o grupo zuco 103. a combinação formada na holanda entre uma cantora e compositora brasileira (lílian vieira), um baterista holandês (stefan kruger) e um tecladista alemão (stefan schmid) não decepciona quem aposta na riqueza da diversidade. mesclando eletrônico, maracatu, drum'n'bass, samba, jazz, black music e o que mais a imaginação permitir, o zuco 103 não se encaixa em classificações fáceis, mas oferece um som da melhor qualidade!

lançado em 2002, o álbum tales of high fever é o segundo trabalho do grupo. de acordo com este artigo, "o som de tales of high fever se alinha ao trabalho de grupos como thievery corporation e fila brazilla, dançante, leve, misturando o que já foi conhecido como trip hop a elementos de samba e bossa nova. o trunfo são os vocais de lilian - cantando as próprias letras, quase sempre em português. o balanço sutil de músicas próprias como 'treasure', 'peregrino' e 'voltando' ganha o reforço do suingue de jorge ben (que ganha uma versão de 'bebete vambora'). 'quando escuto o álbum de novo, lembro como o estresse me incentivou a inventar coisas. na época em que gravamos esse disco, eu usava minhas composições para me liberar. falava de experiências pessoais, do sofrimento que é para o brasileiro morar no exterior. temos de batalhar muito', diz a vocalista, citando músicas como 'curso de reclamação - lição 1' (que inclui até uma tentativa de repente) e 'tão lonely'."

entonces, já que é tão complicado definir a turma em prosa escrita, sugiro que você baixe logo o álbum, feche os olhos e abra bem os ouvidos: sinta o zuco 103 e defina se puder. ou não. ;-)

tales of high fever [2002]
1) treasure
2) peregrino
3) get urself 2gether
4) brief passions
5) curso de reclamação - lição 1
6) bob
7) voltando
8) bebete vambora
9) tão lonely
10) saci (ghost boy in the whirlwind)
11) to life
12) brasil 2000
13) morro elétrico
14) i came, but...
15) get urself 2gether (chris harrison mix)

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29.1.08

jards macalé [1972]

(post original de julho/2006)

jards anet da silva, carioca da tijuca, nasceu a 3 de março de 1943 ao pé do morro da formiga, rodeado de música por todos os lados. ganhou o apelido que o acompanha até hoje - macalé - em homenagem ao pior jogador do botafogo na época, devido ao seu inexistente talento para o futebol. em compensação, o que sempre lhe faltou com a pelota farta quando o assunto é música.

aprendeu violão ainda moleque e aos 16 anos participou do conjunto seis no balanço, que tocava jazz, seresta, samba-canção até altas madrugadas. macalé fazia alguns arranjos e começou a compor. duda, um de seus primeiros parceiros, conhecia torquato neto, que conhecia jota piauiense, que conhecia caetano veloso, que ficou sabendo dos seis no balanço e os visitou no ensaio, num dia de 1962. foi o suficiente para a amizade criar a ponte rio/bahia, por onde viajavam as informações.

o começo oficial de sua carreira deu-se em 1965, quando substituiu roberto nascimento no violão junto ao grupo opinião. depois veio arena conta bahia. em 66 fez a direção musical do recital, de bethânia, no rio. foram muitos espetáculos e macalé ao fundo, com seu violão, sua cara de menino sério e tímido. em 67 o tropicalismo começava a se caracterizar e macalé se decidia pelo estudo de música: piano, orquestração, violoncelo, análise musical, violão, composição. acompanhou de perto o desenvolvimento do tropicalismo, mas nunca assumiu uma postura rotulada.

em 68 começou a compor ao lado de capinam e foi ganhando o gosto de cantar. todo o movimento pop, sobretudo os beatles e jimi hendrix, havia contribuído para modificações em sua estrutura musical. estreou no cinema, compondo musicas sobre textos de mário de andrade para o filme macunaíma, de joaquim pedro de andrade e participou da trilha sonora de o dragão da maldade contra o santo guerreiro, de glauber rocha.

1969 foi um ano marcante. macalé participou do iv festival internacional da canção, numa teatral apresentação do rock gotham city, com a qual foi clamorosamente vaiado. depois do fic, junto com gal costa, paulinho da viola e capinam, criou a tropicarte, para produzir e empresariar os próprios espetáculos - outro fracasso. no mesmo ano, macalé gravou pela rge o compacto duplo só morto, pessimamente mixado e muito mal distribuído. apesar das experiências malogradas, foi ainda nesse ano que macalé trabalhou com gal na gravação de le-gal e fez o show meu nome é gal, na boate sucata, viajando depois pelo brasil. o garoto tímido já não era mais o cara do fundo do palco.

em 70, macalé se mandou para londres, atendendo a um chamado do amigo caetano. foi um período rico em trabalhos e troca de influências. brasileiros dando concerto em cima de caminhão no queen elisabeth music hall. shows em amsterdã, paris, zurique. caetano estava lá, mas não queria estar, e quando macalé chegou levando o pique, agitou, mobilizou. lá, distante do brasil, não tinha inquérito cultural nem tomada de posição.

quase um ano depois, estava de volta, com sede de brasil. com novos shows, macalé decidiu ser também ele veículo de seu trabalho, até então conhecido na voz de gal, bethânia, clara nunes, entre outras. propôs a guilherme araújo a gravação de um lp solo, e o resultado foi jards macalé, lançado pela philips em 1972, um disco-relato de sua constante busca, de sua curiosidade natural, um registro de suas composições entre 1969/1971. houve problemas de toda espécie, inclusive com a censura: revendo amigos, com letra de waly salomão, foi barrada doze vezes!

esse primeiro lp apresenta músicas de seus principais parceiros (capinam, waly, torquato), que continuariam presentes nos discos seguintes. teve produção simples, econômica, com lanny no violão e contrabaixo e tutti moreno na bateria. considerado um dos melhores do ano pela crítica, jards macalé logo virou preciosidade, pois foi retirado de catálogo. nele predomina um clima triste, onde passam blues, samba-canção, rock e mesmo algo de bolero. macalé canta seccionando as palavras de tal forma que adquirem a dimensão do inusitado.

é essa raridade que o mercado traz hoje. clique aqui para fazer o download e delicie-se com o que há de melhor na nossa música popular!

link alternativo: mediafire
(links atualizados em 29/01/2008)

jards macalé [1972]:
1) farinha do desprezo (capinan e jards macalé)
2) revendo amigos (jards macalé e waly salomão)
3) mal secreto (jards macalé e waly salomão)
4) 78 rotações (capinan e jards macalé)
5) movimento dos barcos (capinan e jards macalé)
6) meu amor me agarra & geme & treme & chora & mata (capinan e jards macalé)
7) let's play that (jards macalé e torquato neto)
8) farrapo humano (luiz melodia)
9) a morte (gilberto gil)
10) hotel das estrelas (duda e jards macalé)

*

para saber mais sobre a história desse genial artista, visite seu site oficial, de onde foi adaptado a maior parte do texto acima.

(thanks to joca, pela dica e as imagens do lp que acompanham o arquivo)

27.1.08

Lugar Comum, 1975

(post original de junho/2006)

Por trás de boa parte dos grandes momentos da música brasileira das últimas décadas estão o piano, os arranjos, as composições, e até aquela voz peculiar de João Donato. Em mais de 50 anos de carreira, ele já tocou com quase todos os grandes músicos de seu tempo, incluindo Chet Baker e Tito Puentes. Donato emprestou sua sutileza e discrição à bossa nova, ao tropicalismo, ao jazz, ao samba e até à salsa.

João Donato de Oliveira Neto nasceu no Acre, em 17 de agosto de 1934, e começou a tocar acordeom e piano na infância. Mudou-se para o Rio de Janeiro na década de 40 e no início dos anos 50 já atua profissionalmente na noite carioca. Logo fez amizade com Tom Jobim, João Gilberto, Luiz Bonfá e outros. Gravou alguns discos na década de 50, e em 1959 foi para o México, seguindo para os Estados Unidos, onde morou por alguns anos. Lá gravou discos solo e com outros artistas, e algumas de suas composições fizeram muito sucesso, como Amazonas, A Rã e Bananeira, caracterizadas pela originalidade rítmica levada ao piano.

De volta ao Brasil, lançou em 1975 o álbum Lugar Comum, que traz a parceria de João Donato com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Guarabyra, Normam Gimbel e outros, agora disponível aqui no Mercado de Pulgas. Aproveite para conhecer um dos mais originais compositores e arranjadores brasileiros, que tem ginga particular, domina diferentes sonoridades como poucos e que é com certeza um dos capítulos especiais da história da música popular brasileira.

Faixas: 1. Lugar comum, 2. Tudo tem (participação de Gilberto Gil), 3. A bruxa de mentira (participação de Gilberto Gil), 4. Ê menina, 5. Bananeira, 6. Patumbalacundê (participação de Gilberto Gil), 7. Xangô é de Baê, 8. Pretty Dolly, 9. Emoriô, 10. Naturalmente, 11. Que besteira, 12. Deixei recado.

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(links atualizados em 27/01/2008)

16.1.08

lacrosse - this new year will be for you and me (2007)


primeiro álbum dos suecos do lacrosse, this year will be for you and me foi lançado no final de 2007. o que me chamou a atenção e me fez clicar no download não foi a descrição do som nem qualquer outra informação sobre a banda: foi a capa. achei linda e quis saber o que existia por trás daquela fofura.

existe isso mesmo: fofura. os vocais são alegres, o ritmo é um pop gostoso e às vezes mesmo delicado. uma delícia pra ouvir nas férias, porque dá muita vontade de sair e aproveitar a vida. é sério.

acho que quem gosta de architecture in helsinki vai gostar do lacrosse. quase garanto! há também quem diga que eles se parecem com neutral milk hotel, polyphonic spree e i´m from barcelona.

músicas preferidas: sunshiner e go ego go

download: rapidshare / sendspace

myspace da banda

vídeo de "you can´t say no forever"

9.1.08

tim maia [1970] e elis regina - em pleno verão [1970]

pode parecer estranho ao freqüentador deste blog dois álbuns de artistas diferentes em um post só, mas isso tem uma razão: os dois lps – que eu baixei durante a leitura de vale tudo, o som e a fúria de tim maia, biografia do rei do soul brasileiro escrita por seu amigo nelson motta – podem ser considerados os marcos iniciais da carreira do músico, os primeiros trabalhos de grande projeção que abriram as portas do mercado brasileiro para o tijucano.

uma busca rápida no google mostra que há controvérsias. um link diz que o sucesso de seu primeiro lp chamou atenção de elis regina, que o convidou para um dueto em seu novo disco. outro, diz que o sucesso do dueto foi tamanho que finalmente tim conseguiu uma gravadora que o bancasse.

segundo o livro, a coisa foi meio simultânea. tim maia já tinha sido contratado pela philips, mas como ainda era um ilustre desconhecido, ficou na geladeira algum tempo, gravando o disco aos poucos, quando dava. em outro estúdio, ele tinha gravado um compacto com as faixas "jurema" de um lado e "primavera" do outro, e esta segunda estourou nas rádios enquanto a novela da gravação do lp pela philips se arrastava. nelson motta, que produzia o disco de elis, ouviu o hit e, maravilhado, procurou o dono daquela voz em busca de uma canção para elis. a escolhida, "these are the songs", foi gravada em um dueto que mais parecia um duelo, em que cada artista se empenhava em mostrar ao outro quem era o melhor, e a tabelinha perfeita foi aclamadíssima!

era o empurrão que faltava para mandarem acelerar a gravação do lp de tim, que estourou nas paradas de sucesso, com grandes hits como "coroné antônio bento", "azul da cor do mar" e "cristina". o resto é história! sobre o álbum de elis regina, basta dar uma olhada na lista das faixas pra ver que a sensacional "these are the songs" está muitíssimo bem acompanhada! em busca de uma única música acabei baixando um lp inteiro da melhor qualidade.

divirtam-se:

tim maia, 1970
1) coroné antônio bento
2) cristina
3) jurema
4) padre cícero
5) flamengo
6) você fingiu
7) eu amo você
8) primavera [vai chuva]
9) risos
10) azul da cor do mar
11) cristina nº 2
12) tributo à booker pittman
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elis regina - em pleno verão, 1970
1) vou deitar e rolar (quaquaraquaquá)
2) bicho do mato
3) verão vermelho
4) até aí morreu neves
5) frevo
6) as curvas da estrada de santos
7) fechado pra balanço
8) não tenha medo
9) these are the songs
10) comunicação
11) copacabana velha de guerra
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